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Zuleica Ramos de Morais

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Giuliano Corrêa de Barros Nunes
Comentário · há 13 dias
Prezados Colegas, me parece que a Suprema Corte americana acerta. Vejamos.

Peço que os Colegas atentem para o fato de que, em verdade, a Suprema Corte não atribuiu maior peso à opção religiosa de um em detrimento da opção sexual de outro. Entendeu que, isto sim, a opção sexual (legítima, desnecessário dizer) de qualquer pessoa não poderá subjugar os postulados de uma religião, de certa forma, de uma coletividade inteira. É disso que se trata. Simples assim.

Vejam que o fato de o confeiteiro ter oferecido, por exemplo, um bolo de aniversário, e ao contrário do que foi dito em outros comentários, é sintomático: o confeiteiro não tem nada contra gays, tanto que gostaria de lhes vender um bolo de aniversário, o que ele não quer (e tem todo o direito) é, de alguma forma, concordar com o instituto do casamento gay, o qual sua religião não reconhece. E o posicionamento do confeiteiro, naturalmente, está amparado pela Primeira Emenda.

Na hipótese posta em julgamento, o fundamento da recusa de atendimento foi específico e fundamentado em um postulado religioso, logo, não em razão de raça ou opção sexual, como de forma correta estabeleceu a lei estadual ... nem mesmo aí houve qualquer conflito ... tivesse ele simplesmente dito: "Me recuso a atende-los porque os senhores são gays", seguramente, a Suprema Corte teria julgado de forma diversa, tanto que ressalvou tratar-se de uma decisão que resolve o conflito específico a ela submetido ... e, nesta hipótese, nós sequer estaríamos aqui debatendo, uma vez que seria impensável qualquer outro resultado.

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